Começou com meu aniversário de 56 anos no dia 1. Tive uma festinha pequena, com minha família e alguns amigos. Adorei! Foi muito legal. O carnaval começou junto e o calor do último mês de verão, no auge.
Depois de alguns anos sem ir num carnaval de rua aqui no meu bairro, fomos eu e Celso e as meninas, e até que foi bacana, interessante. Mas como não sou uma foliã raiz, fiquei só assistindo o movimento. Gostei.
Também fomos pra casa de uma amiga que fez aniversário no final de fevereiro, mas comemorou o seu dia, no dia seguinte ao meu, com churrasco e amigos. Foi ótimo! Adoramos ir pra lá. Tem muito verde, um terreno grande, tipo um sítio. Árvores, grama, piscina, café e muita conversa. E os anfitriões maravilhosos, Cícero e Zana, amigos muito queridos. Folga de uma semana em casa e deu pra recarregar as baterias antes de voltar ao trabalho novamente.
E o calor maltratando. Para o meu desconforto maior, minha condição de menopausa só fez piorar. Foi um mês de bastante incômodo pra mim, cheio de calores e muito mal estar. Os sintomas em mim, vieram com vontade. Fazer qualquer coisa é muito mais desgastante. Treinar no Studio é bem mais difícil. Mas não desisto e sigo porque sei que eu preciso mais do que nunca.
Esse mês descobri estou pré-diabética. Mas a parte positiva é que ainda é reversível, então fechei a boca. Não quero ser diabética. O problema é não saber exatamente o que fazer numa situação dessa, o que comer, o que beber... Sem dinheiro, as coisas ficam muito limitadas. Sem contar que dá um medo!
A casa da minha filha finalmente ficou pronta, e ficou muito bacana! Agora estão arrumando, levando as coisas pra lá e aos poucos organizando tudo. Confesso que não vejo a hora delas se mudarem, irem viver suas vidas, no espaço delas, do jeito delas, na hora delas, sem que eu tome conhecimento de coisas que não me agradam, como comer porcarias o tempo todo, beber coca-cola todos os dias, lavar a louça quando bem entenderem, se foi trabalhar ou não. Não são mais crianças. E eu como mãe, vendo tudo isso, não conseguia deixar de agir como mãe e chamar sua atenção. O que gerava um grande desgaste entre nós duas. Mostro o caminho, mas a escolha é de cada um. E que se responsabilizem pelos seus atos.
O filho do Celso, o Igor, finalmente se mudou pra casa do pai, depois que teve que entregar o apartamento onde morava. Até o momento, e com boa surpresa pra todos nós, as coisas parecem estar fluindo bem. O garoto (um homem de 32 anos hoje), há uns dois anos, numa situação parecida de ter que ir morar com o pai, teve um surto e depois de uma "rebeldia sem causa", menos de uma semana depois de chegar, voltou pra casa da mãe, deixando o pai, que estava feliz e cheio boas de expectativas para os dois, arrasado. Eu vi e senti tudo isso, e não gostei nada de ver meu marido triste. Um tempo depois, ele acabou indo morar sozinho, num apartamento alugado. E, aparentemente, com o tempo, Celso deu uma desencanada. Tanto que dessa vez nem criou expectativas...
Bem, eu comecei a tomar um fitoterápico pra melhorar minha condição com esses terríveis sintomas de menopausa e confiando que tudo vai melhorar, já que não posso fazer reposição hormonal por conta de um mioma e uma adenomiose. E porque do jeito que tá, não dá. Que fase difícil essa! Aguardando todas essas mudanças assentarem pra ver como ficamos, eu e Celso, depois de tudo isso. Só nós dois. Será?