segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Coisas acontecendo

Como eu queria que tivéssemos o mesmo entendimento 

domingo, 25 de outubro de 2026

Viva a Democracia!

Dia histórico. 
Essas eleições para presidente do Brasil, foram diferentes. Foi uma votação baseada no desespero pelo medo de perdermos nossa liberdade, nossa democracia, conquistada com tanto sacrifício ao longo dos anos. A luta foi grande, foi bonita, foi emocionante. Aos 45 do segundo tempo o povo reagiu. Se no primeiro turno o candidato que queria governar para si próprio, na intenção de se blindar da justiça contra seus crimes e os da sua família, ficou em primeiro lugar, com 20 dias para o segundo turno, o povo fez uma campanha histórica, conseguiu virar o jogo e fazer o candidato da nossa democracia ganhar com mais de 4 milhões de votos a mais que esse famigerado candidato.
Temos um histórico muito ruim de escolha para presidente, e de um tempo para cá, infelizmente o Brasil se polarizou. O Brasil se dividiu em dois grandes grupos, o grupo da esquerda e o grupo da extrema direita. Sempre houve esquerda e direita na política. O que acontece é que nos últimos anos boa parte dessa direita começou a se transformar em extrema direita por ódio à esquerda e idolatração ao bolsonarismo. Uma família que age em prol de seus próprios interesses e as pessoas não percebem. O pouco que faz para o povo é para disfarçar o tanto de benefício para si próprio.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Viagem de moto

No ano passado meu filho me informou que faria uma viagem de motocicleta até a Argentina, junto com um amigo. Não preciso dizer que me tremi inteira e, obviamente, não conseguindo demove-lo dessa história, passei noites sem dormir direito e dias preocupada só com a ideia dele fazer essa viagem. Não seria naquele momento, mas em alguns meses à frente. Passados uns meses, ele me disse que não faria mais essa viagem para a Argentina, porém viria para o Rio de Janeiro, para nossa casa, de moto. Me tremi toda novamente. Tentei dissuadi-lo dessa ideia novamente, mas não teve jeito. Ele quando coloca uma coisa na cabeça, dificilmente ele tira. Em setembro, eu e Celso estivemos na casa dele, nas minhas férias. Pensei em aproveitar para lhe pedir, mais uma vez, para desistir dessa ideia. Lá, eu perguntei se ele ia mesmo fazer essa viagem para o Rio de moto. A resposta foi que sim, que queria muito fazer essa viagem. Então eu percebi que não ia adiantar eu tentar qualquer coisa para que ele não fizesse essa viagem. Ali eu percebi que eu só tinha mesmo era que colocar nas mãos de Deus. E tentar acalmar minha ansiedade. 

sábado, 17 de outubro de 2026

Política

Estamos num momento muito delicado da política brasileira. E eu temo pelo futuro do Brasil. Não gosto de política e, na verdade, às vezes nem quero entender muito para não me decepcionar mais. Uma coisa eu sei. Esse bolsonarismo extremo, arrogante e burro, pode acabar com tudo o que foi conquistado pelos brasileiros ao longo dos anos. Temo por mim. Mas muito mais pelas novas gerações. 

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Fim das férias

Dessa vez senti o tempo passar devagar. Foram pouco mais de 30 dias de férias. Foram tantas coisas nesses dias. Hoje retorno ao trabalho, na parte da tarde, porque ontem foi dia de votar para presidente do Brasil e a escola cede ao TRE sei espaço para a votação. Então, após arrumação das salas pela manhã, o expediente inicia as 13 horas. Comecei com mais algumas horinhas de folga. Mas, é hora de organizar o que ficou parado nesses dias todos. 

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Falta de energia

Que falta de energia! Foram duas semanas sem fazer exercícios, mas, de qualquer forma, já me sentia sem energia. O exame de sangue que fiz e ainda vou levar ao médico no final do mês, mostram que minha vitamina B12 e D estão baixas, e pode ser por isso que estou sentindo essa moleza toda. Com certeza terei que suplementar. Tomara que melhore porque estou me sentindo muito sem energia mesmo. Hoje fui treinar pela manhã, foi o segundo treino depois que eu voltei de viagem e qualquer esforço tá sendo bem cansativo. Até que minha treinadora pegou leve, mas não sei como será na próxima semana. Pra piorar, acordei de madrugada com muito incômodo no estômago, uma ardência muito grande, uma dor, queimação claramente de refluxo ácido na garganta e esôfago. Pensei que eu ia amanhecer tendo que ir à UPA. Mas tomei um omeprazol, sentei no sofá da sala, porque deitar piorava muito, e dormi por quase 2 horas sentada. Senti melhoras, mas fui treinar na merda. Agora estou aqui, sentada no mesmo sofá da madrugada, não comi nada ainda, sentindo uma gastura estomacal. Estou com medo até de comer e nem sei o que comer direito. Minha despensa está vazia, fico protelando ir ao mercado porque detesto fazer compras, mas vou ter que ir porque não tem nada em casa, e meu ânimo está no chão, zerado. Estou sentindo um buraco no estômago. Espero que melhore logo. 

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Brasília, mais uma vez

O relato hoje vai ser longo. 
Mais uma vez estou de férias e fui à Brasília, visitar meu filho. Mas dessa vez, com meu marido. Fomos de carro, como ele queria desde o ano passado. 
Relembrando. Bem, no ano passado eu fui a casa do meu filho, como sempre vou nas minhas férias. E perguntei ao Celso se não gostaria de ir comigo. Ele se empolgou, mas só se a gente fosse de carro, porque assim a gente iria passeando, visitando Minas Gerais, já que a viagem passa por várias cidades de Minas. Então, o Léo sugeriu que fôssemos de avião, pois seria menos cansativo e muito mais econômico, pois naquele momento (cerca de quatro meses antes) as passagens estavam muito baratas. Com isso, Celso desanimou e não quis mais ir comigo. Ele queria ir passeando, e ir de avião não teria graça. Fui sozinha. 
Esse ano, mais uma vez, perguntei se não queria ir a Brasília comigo. Ele respondeu que poderíamos ir sim, mas de carro, passeando em algumas cidades de Minas e pousando em Ouro Preto, lugar que ele gostaria muito de conhecer. Ou seja, a mesma ideia do ano anterior. Dessa vez topei. Não quis frustá-lo novamente. Consciente do gasto que teríamos, de que não seria barato, além da viagem de carro por mais de 1.200 quilômetros. Cá pra nós, estamos mais velhos e com o tempo adquirimos algumas limitações. Celso não quer usar óculos, mas sabe que precisa. Eu não tenho mais a energia que me movia facilmente e pra piorar, a coragem de antes deu lugar ao receio, ao medo, a apreensão. Mas, respirando fundo e cheia de tensão, saímos cheios de bagagens, na sexta-feira, dia 4 de setembro, as 10 da manhã. Tarde. Melhor seria partir bem cedo, no máximo 5 da manhã. Mas aconteceram várias coisas nos dias que antecederam nossa partida, que me fez até pensar se não seriam avisos para que não fizéssemos essa viagem de carro. Como nos últimos tempos eu comecei a ficar muito medrosa por tudo, ignorei e decidi orar. Dias antes, rezei uma novena em intenção de uma boa viagem, protegida e segura por Deus, pedindo a intercessão de Nossa Senhora da Boa Viagem, por todo o nosso caminho até a chegada à casa do meu filho e depois pelo retorno à nossa casa, de volta ao nosso lar. No caminho de ida, iniciamos tranquilos. Logo alcançamos a BR 040 e, por todo o percurso, que interrompemos para dormir em Contagem-MG e seguir no dia seguinte, pelo menos três coisas aconteceram que nos deixaram bastante nervosa. Num certo momento, um carro cruzou a nossa frente, de repente, para entrar à direita, nos dando um baita susto e nos fazendo freiar forte pra não bater. 7 horas de viagem já e quando já estávamos chegando em Congonhas-MG, idéia inicial do Celso do lugar pra gente parar e pernoitar, eram quase 17:30, e eu sugeri que a gente continuasse a viagem por mais umas 2 horas pra ganhar tempo, pois no dia seguinte íamos levar muito mais horas até chegar à casa do Léo. Chegaríamos muito mais tarde e Celso não queria dirigir a noite. Assim sendo, lá pelas 19:00, paramos em Contagem-MG. Mas não foi tão simples e fácil assim. O hotel que entramos em contato para pernoitar, não era tão à margem da BR, tinha que entrar um pouquinho pra dentro da cidade. A informação da localização dizia que o hotel ficava há cerca de uns três minutos da BR. Nem era tanta coisa assim e no início pareceu tranquilo. Aí é que foi o problema, o GPS estava lento e demorava pra informar aonde tínhamos que entrar e toda hora recalculava a rota porque passávamos do ponto. Demoramos para encontrar o hotel, já estava escuro e ficamos rodando dentro da cidade, sem conhecer nada e assustados, tudo o que ele não queria, pois a noite não enxerga muito bem pra dirigir. Isso o fez ficar muito tenso. Eu também, hiper nervosa, porque ficou me culpando por não termos parado em Congonhas, sua idéia inicial. Fiquei muito mal. Tentei controlar meu nervosismo sem conseguir, estava à flor da pele. Me calei. Depois de um tempo de sufoco, que eu nem sei dizer quanto, finalmente com a ajuda de um frentista, encontramos o hotel. Alívio. Pedidos de desculpas. Choro. Calmaria.
Tinha uma pizzaria em frente ao hotel, tomamos um banho e fomos comer alguma coisa, depois dormimos. Descansados, tomamos o café da manhã e alcançamos à BR, dessa vez, nos tais três minutos. Às 7:30 retomamos nossas viagem. Graças a Deus! 
De volta à BR, passamos ainda por mais um sufoco, uma forte chuva que caiu e atrapalhou a visibilidade. Paramos num estabelecimento às margens da rodovia para esperar a chuva diminuir e uns 20 minutos depois seguimos viagem. Creio que esses foram os momentos mais tensos que passamos, entre outros menores, mas esses foram os que mais me marcaram devido os sustos. 
Seguimos viagem, fazendo paradas eventuais para comer, esticar as pernas, abastecer o carro, comprar água, ir ao banheiro. Cerca de quase 23 horas depois do início da nossa viagem, chegamos à casa do meu filho às 20:00. Dois dias e uma noite na estrada. 
Acho que não faço mais isso novamente, não com todo esse tempo. Viagens mais curtas, com menos horas, pode ser. Foi tenso, foi cansativo. Não tenho mais estrutura pra isso. Nem a energia de antes, a vitalidade e espírito de aventura. Estou em outra fase. A parte boa é que chegando lá,  matei as saudades do meu filhote e da minha nora, que nos acolheu com muito carinho. 
No dia seguinte fomos almoçar e assistir meu filho tocar num evento, com vistas do Lago Paranoá, saboreando um costelão no Clube da Associação dos Sargentos e Sub Oficiais da Aeronáutica.  
Foram dias muito bons. Almoçamos e jantamos as comidinhas que o Celso preparou, nós quatro, em casa. Mas também fomos jantar fora, no restaurante Rei do Camarão, lugar maravilhoso que o Léo sempre me leva quando estou lá e, dessa vez, não foi diferente. Fomos no Pontão do Lago Sul tomar um sorvete e conhecer o local, muito bacana mesmo, a beira do Paranoá. Também fui visitar minha tia, a irmã mais velha da minha mãe, a última das irmãs ainda viva. Ela está bem esquecida, não lembrou de mim em nenhum momento, mas lembrou das irmãs. Outro lugar que fomos foi à feira dos importados de Brasília pra comprar um suporte de celular para o nosso carro, lá tem muuitas lojas e boxes com celulares, acessórios, informática, games, equipamentos de som, além de vestuário, perfumaria e praça de alimentação. Um espetáculo! Imagino aquilo em dias de comemorações anuais, dia das mães, namorados e fim de ano então? Deve ficar uma loucura. Acabei ganhando três vestidos do meu filho! 😍
Comi pamonha. Adoro pamonha e lá é onde posso matar minha vontade, porque aqui não é fácil encontrar. Passeamos e fomos em Pirenópolis-GO, há cerca de duas horas de Brasília. Lá fizemos a trilha das Cachoeiras de Bonsucesso e pernoitamos por lá. Estava tendo o festival da primavera na cidade que estava bem movimentada. A igreja de Pirenópolis iluminada, linda, com sons e projeções em sua estrutura, fazendo efeitos mágicos. O centrinho de Pirenópolis lembra muito Paraty, aquela ruazinha de pedras, com vários estabelecimentos gastronômicos com mesas e cadeiras em frente, deixando só o meiozinho das ruas para gente caminhar, e também cheia de vendedores hippies com seus artesanatos de muitas bijuterias lindas. Foi ótima nossa estadia. Graças a Deus!
Ficamos lá por 7 dias e iniciamos nossa viagem de retorno num domingo, às 6:45 da manhã. Nós despedimos do Léo e daA volta foi, assim como a ida, em 2 dias de viagem. Pernoitamos em Congonhas-MG, depois de viajar por cerca de 12 horas. Obviamente, parando para esticar as pernas almoçar e abastecer. Encontramos uma casa que disponibilizava um espaço, tipo uma quitinete, só pra descansar e seguir viagem logo cedo. A dona da casa, muito simpática, nos informou que estava tendo festa na cidade, o Jubileu de Congonhas no Santuário da Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos. Aquela igreja, cartão postal de Congonhas, com os doze profetas esculpidos em tamanho real, de Aleijadinho. Claro que fomos lá, mas começou a chover assim que chegamos. Estava apinhado de gente, muitos romeiros e devotos. Já era noite e chovendo não deu pra ver muita coisa. Tinha uma tenda gigante à frente do muro da igreja, onde as missas eram rezadas durante todo o período da festa. Chegamos na hora que estava iniciando uma das missas e assistimos boa parte dela no meio daquela multidão de gente. Mas tivemos que ir embora por causa da chuva. Estava muito difícil de ficar lá. Depois de subir e descer algumas ladeiras, lá tem muita ladeira, e como disse o Celso, "a gente desce uma ladeira e sobe cinco, desce uma e sobe seis", chegamos, dormimos e às 7:00 já estávamos na BR novamente, rumo a nossa casa.  Como começou a chover na noite anterior, assim foi por quase todo o resto da viagem. O tempo abria um pouco, mas logo vinha chuva novamente, num céu muito nublado. Descemos a Serra de Petrópolis com muito nevoeiro e frio. E finalmente, às 14:00, chegamos em casa. Que viagem!

sábado, 22 de agosto de 2026

Tantas camadas

São tantas coisas que sinto, tantas camadas. Minha vida mudou tanto depois dos 40 e poucos... Olhando pra trás, percebo que foi ali, depois dos 40 que devagar, muita coisa foi mudando. Eu fui mudando. Meu ânimo foi sumindo, minha força e disposição pra tudo o que me movimentava na vida foi minando. Minhas relações pessoais e sociais, deixando de ter importância e vontade. Comecei a não querer fazer nada e nem ir a lugar algum. E isso me acompanha até hoje. Por muitas vezes pensei que podia ser algum tipo de depressão, e ainda penso. Quando me dei conta e soube dos sintomas da menopausa, de tudo o que causa, pus tudo na sua conta. Porque descobri que tudo começa anos antes dela acontecer. Minha vida virou do avesso. Há anos está do avesso e não senti mais voltar pro lugar. São muitas coisas, muitas camadas. E eu só sinto, porque entender, não entendo. Só sinto. E não é bom. É angustiante. 

domingo, 16 de agosto de 2026

Hobby

Meu mais novo hobby: plantas. 
Tem cerca de 3 meses que comecei a me encantar com plantas. De repente me vi emocionada com as plantas e suas belezas.
Tudo começou no sítio de um casal de amigos. Lá tem plantas para todo lado, grama, árvores, frutas, flores, muito verde, pássaros livres, micos, até tucanos eu vi por lá. Foi como se uma chave virasse em mim, e de repente, eu estava com várias mudinhas na mão, levando pra casa. 
Nunca liguei para plantas. Minha mãe tinha plantas e cuidava delas, vasos de antúrios, samambaias pendentes... Lembro dessas por bastante tempo. Quando eu casei e mudei para minha casa nova, ela me deu três vasos de antúrios, muito bonitos, que eu botei dispostos em minha varanda. Acabaram morrendo porque, além do sol que pegavam, eu esquecia de regá-las (hoje fico triste ao lembrar), não tinha essa atenção para plantas. E nem nunca achei que teria. E lá se vão mais de 30 anos... Sempre achei bonito na casa dos outros, mas sem dar muita atenção, e na minha casa, eu não tinha esse olhar sensível de ter e cuidar de plantas, que ornassem o espaço, enfeitando o ambiente. Dando vida! Porque hoje, tardiamente, eu percebo o quanto elas enchem de vida ao nosso redor.
Aí, de repente, tô eu "a louca das plantas" . Compro plantas, vasos, terra e substratos, fertilizantes, argila expandida, manta bidim... E vou fazer um espaço pra elas com uma cobertura de sombrito para protegê-las do sol forte do nosso verão castigante. E esse encantamento tem me movido, chegou a ficar emocionada. Espero poder curtir esse novo momento da minha vida por muito tempo ainda. Graças a Deus! 

terça-feira, 21 de julho de 2026

Final da Copa 2026

Não deu para a Noruega, não deu para a França, não deu para a Inglaterra, não deu para a Argentina. Numa final entre argentinos e espanhóis, quem se deu bem foi a Espanha, num jogo bastante bruto por parte da Argentina. Na prorrogação, a Espanha ganhou de 1 a 0.
O Brasil não gosta da Argentina por vários motivos e, nos últimos tempos, muito pelo racismo e soberba. Acho uma pena, os países latino-americanos podiam ter mais empatia uns com os outros. Mas infelizmente não é assim. Episódios de racismo de argentinos contra brasileiros inflaram ainda mais o desgosto que o brasileiro tem pelos argentinos. Enfim, a Espanha é a campeã da Copa do Mundo 2926.

sábado, 11 de julho de 2026

O hexa continua no sonho

E o Brasil parou nas oitavas de final, não conseguiu ganhar da Noruega. O sonho do hexa vai ficar para a próxima Copa, quem sabe? 
O fato é que uma semana depois da derrota e despedida desta Copa, estamos nós, brasileiros, torcendo para nossos algozes noruegueses. É isso, o Brasil escolheu torcer para Noruega! E tudo por causa de um jogador, o Erling Haaland, que fez os dois gols que nos tirou da competição e ainda assim cativou os brasileiros pelo seu jeito carismático e mundrongo de ser. E eu também estou torcendo pra Noruega ser a campeã desta Copa do Mundo. Vai, Noruega! 🇧🇻

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Sonhei com minha mãe

Não lembro de sonhar com meus pais. Se aconteceu, foi tão esporádico que eu nem lembro mais. Já faz quatro anos e meio que meu pai faleceu. E minha mãe fará três anos em outubro. Depois de alguns meses da sua morte, eu comecei pensar muito nela. E uma culpa muito grande começou a tomar conta de mim porque eu comecei a perceber que eu podia ter feito muito mais coisas por ela e não fiz, e isso me deixa bem mal. Mesmo com esses sentimentos eu não tenho sonhos com ela. Até essa noite passada. Foi um sonho inquietante. Não lembro muita coisa, mas o que lembro era de que a gente estava juntas, e não dá do momento ela se afastou de mim sem eu perceber. E logo eu comecei a procurá-la. Então a encontrei, parecendo perdida e angustiada num lugar em aclive, de chão de terra, com árvores finas, de galhos caídos, como se fosse uma mata meio seca, numa imagem cinzenta, e ela dizia "onde é que eu tô" , "me tira daqui"... E eu acordei. Me senti confusa e preocupada. Rezei uma Ave Maria. Mas eu tava sonolenta, confusa e sonolenta em meio a oração. Devo ter repetido algumas vezes, porque não conseguia terminar. Até que firmei meu pensamento e completei a oração. Será que a minha mãe tá precisando de ajuda? 

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Jogo do Brasil

Agora é mata-mata, quem perde vai embora para casa. Eu não queria me sentir inquieta, nervosa e ansiosa por causa do jogo do Brasil. Tenho tantas lembranças boas de quando eu era criança e a gente se juntava para assistir aos jogos na casa dos vizinhos... era tudo tão mágico, divertido e empolgante. 
Faz tempo que o Brasil não mostra uma seleção com raça, que inspire confiança ao povo brasileiro. Mas mesmo assim o povo torce, acredita e tenta confiar novamente.
Estou sozinha na sala da minha casa, assistindo ao jogo e tentando não sentir nenhuma emoção... Mas o coração não deixa, sacoleja, bate igual um tambor. A família lá fora assistindo na outra TV. E eu aqui. Nervosa. Preferi me afastar um pouco. Brasil x Japão.
O Brasil ganhou e acendeu a esperança novamente. Vamos às oitavas. 

domingo, 28 de junho de 2026

Depois dos 40, o tempo voa...

Estava lendo aqui uma postagem no Instagram de um ator que foi sucesso na juventude e depois sumiu da TV, que as pessoas falam e criticam sua aparência porque envelheceu. Ele está com 42 anos hoje e disse que "entrar nos 40 foi como entrar nos 30, 35 ou 36. Não vemos os anos passando".  
Eu também não percebi nem senti o tempo passar até atingir os 40 e poucos anos... o tempo se faz visível e mostra as rugas e as mudanças na pele e no corpo, de repente. E é de repente mesmo. Uma hora você se olha e vê que não tem mais aquela juventude de antes. E não consegue mais "desver" isso. Às vezes me pego lembrando de um momento lá atrás, onde sentada e olhando para o horizonte eu enxergava tão claramente as árvores e suas folhagens, seu verde nítido e claro, e hoje, mesmo com óculos, não enxergo mais com nitidez aquela mesma imagem no horizonte. 
A velhice chega para todos. É inevitável. E com ela toda fragilidade que a acompanha. 

quinta-feira, 25 de junho de 2026

O hexa vem?

Copa do mundo 2026. A Seleção Brasileira há tempos não mostra mais a competência que teve em outras copas. Então prefiro ser surpreendida. Nesse momento, o Brasil passou da fase de grupos. A partir de agora é vencer ou vencer. O hexa vem?

sábado, 13 de junho de 2026

A que se destina

Eu tava aqui pensando um monte de coisa, pensamentos atravessando e se embolando um com o outro. Enfim, nunca foi de ficar pendurada no telefone conversando com ninguém e vejo algumas pessoas, inclusive meu marido que, vira e mexe, alguém liga para ele ou ele liga para alguém e ficam conversando, batendo altos papos, rindo e gargalhando. Eu não fiz isso, não faço. Mas eu gostaria. 
Eu não gosto de ir pra casa dos outros e nem gosto que as pessoas venham pra minha casa... Na verdade, eu não gosto de receber ninguém. Sou antissocial? Não me empolgo em fazer coisas diferentes, ir em festas, sair, viajar, ir à shows, shoppings... Quer dizer, na maioria das vezes não me empolgo. Não consigo me lembrar da última vez em que todas essas coisas que citei, que não me empolgo, em algum momento me empolgaram. Sei que já fui uma pessoa mais ágil, mais interessante, mais interessada, mais a vontade comigo e com os outros. Também já fui mais perfeccionista, mais cuidadosa, mais organizada, mais atenciosa, mais calma. 
Houve um tempo na minha vida em que eu quis muito muitas coisas. Já quis muito viajar, acampar, ir a shows, a barzinhos, sair com amigos, curtir.
Não sinto mais estes apelos. O que aconteceu comigo? A que se destina a minha vida? 

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Copa do Mundo 2026

Não acredito que o Brasil vá ganhar essa Copa. Talvez, quando começarem os jogos na próxima semana, e o Brasil tem seu primeiro jogo já no próximo sábado, quem sabe eu me anime. Me desliguei que a Copa começa daqui a menos 10 dias. 

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Aceita que dói menos

"Aceita que dói menos". Eu não sei se vai doer menos, o que sei é que eu ainda não aceitei ter que fazer força nos exercícios físicos. Estou um pouco mais de dois anos treinando e detesto fazer força. Nunca gostei de fazer exercícios físicos. Mas sei que é necessário, é vital. E meu corpo precisa, mesmo que doa. Eu não sei se esse meu desgosto aos exercícios é por não ter criado hábito de me exercitar ao longo da minha vida, e pra piorar, eu trabalhei anos e anos sentada, sem me movimentar muito. Agora, sentindo meu corpo sem forças e energia e tantas outras coisas devido a idade, a  menopausa que chegou me arrasando, tudo ficou muito, muito mais difícil. Eu me arrasto para ir ao studio de treino. Todo dia penso em inventar uma desculpa para não ir, mas sei que estaria me enganando. E vou. Lá não é fácil, olho pro relógio contando as horas pra acabar logo aquela uma hora de treino. Três vezes por semana. 
Não é fácil pra mim, mas eu sei que eu preciso e que mesmo sem querer, sem gostar, sem ânimo, eu me arrasto e vou. Eu reclamo, mas eu faço. E mesmo com tudo isso, eu acredito no poder do exercício físico, do movimento. Acredito que aos poucos meu corpo vai se transformando, principalmente por dentro, assim como a minha mente também. 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Confissão

Confesso que comecei a temer a morte. Antes eu não pensava nisso. Quando se é jovem e cheio de energia, cheio de saúde, a gente não pensa na morte. A gente não tem medo da morte. A gente só começa a pensar nisso quando atinge a maturidade, quando chega a meia idade e depois, a terceira idade. Quando percebemos que agora temos mais passado do que futuro. 

sábado, 30 de maio de 2026

Treino

Ontem eu fui treinar. Faço isso três vezes por semana, segundas, quartas e sextas-feiras. Quando eu comecei, estava muito enferrujada porque não fazia exercício ha mais de 20 anos. Com o tempo meu corpo foi se acostumando, mas nem tanto quanto eu esperava. Talvez por conta dos sintomas da menopausa, da baixa dos hormônios que causam um turbilhão na vida da mulher, eu comecei a sentir muita falta de energia, nenhuma disposição pra nada, dores no corpo, comecei a engordar, a aumentar o volume abdominal, aquele terrível acúmulo de gordura na região central do corpo, característica de toda essa bagunça que a menopausa faz no no corpo da mulher. E pra melhorar minha condição, iniciei a reposição hormonal usando géis transdérmicos de testosterona, esse por um tempo, pra melhorar minha falta de energia e força, e de estrogênio pra melhorar os calorões, a libido e proteger meus órgãos vitais. Tomo cápsulas progesterona também, pra saúde do meu sistema nervoso, dos meus ossos, regular meu humor e meu sono, que melhorou muito depois de tantas noites de insônia. É... São muitas camadas de atenção. 

sábado, 9 de maio de 2026

Menopausa

Já falei disso aqui. E é algo que me pega de um jeito muito sentido. Eu passei o ano de 2023 inteiro indo a médicos. Comecei pelo otorrino, porque comecei a ter vertigens, sensação de flutuação ao caminhar, andar trôpego, a coordenação motora falhando, e achei que estava com labirintite. Nada foi diagnosticado. Dali passei por oftalmologista, cardiologista (onde me descobri hipertensa) e até neurologista. E nada. Fui a dermatologistas devido às tantas urticárias que tomavam conta do meu corpo, que parecia pegar fogo de tanta coceira. Eu ficava toda empolada, cheia de "brotoejas". Todos os exames que fazia não davam nada. Hoje estou com 57 anos e, há anos, todo ano, vou ao ginecologista. Nunca, nenhum dos que passei me falou sobre reposição hormonal. Nenhum outro médico, de qualquer especialidade, que fui nos últimos anos, em momento algum me alertou de que meus sintomas poderiam ser devido a perimenopausa. Muita insônia, memória falhando com esquecimentos frequentes, raciocínio lento, falta de energia, ansiedades, emoção a flor da pele, irritação, taquicardia, muitas ondas de calor, suores horríveis... Sem falar nas crises que a falta de libido causou e causa no meu casamento. Entrei na menopausa há pouco mais de um ano, e há dois meses, após minha treinadora me indicar uma ginecologista que me ajudaria com esses problemas, iniciei a reposição hormonal. Ainda estou no processo, esperando tudo melhorar. Isso tudo depois que meus sintomas atingiram um ponto crítico d'eu não suportar mais. Estava enlouquecendo de angústia. E pensar que tanto sofrimento, e por tantos anos, poderiam ter sido evitados, se um médico, um único médico tivesse prestado atenção em mim. Comecei com os sintomas há 10 anos, que foram gradativamente aumentando, sem eu perceber ou entender o que estava acontecendo. Não sei como aguentei tanto tempo e fico imaginando outras mulheres nessa situação, as vezes, sem nem poder se cuidar direito. 

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Arrumar a cama

O ano passado, praticamente inteiro, eu não arrumei a minha cama ao acordar. Eu não tinha nenhuma vontade e pensava: pra quê? Ninguém vai vir aqui e sou eu mesma quem vai deitar novamente. 
Lembro-me quando menina, minha mãe ensinando a cuidar da casa, dizendo que eu tinha que arrumar meu quarto, dobrar as cobertas e arrumar a cama. Muitos anos depois, lembro também de ter ouvido que, não arrumar a cama ao levantar, faz nossa energia estagnar e sabota a prosperidade. 
Crença ou não, o fato é que eu iniciei o ano de 2026 com a determinação de arrumar minha cama todos os dias ao me levantar. E assim fazer enquanto eu tiver condições física pra isso. Tenho feito. Quando sinto preguiça, penso na falta de energia que tenho sentido e ajo rápido para não ser dominada e, mesmo sem querer, acabar me sabotando. 
Acho que isso já é alguma coisa positiva em mim. 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Desagrado

Eu devo ter vivido alguma experiência não muito boa na minha infância que me fez ser insegura e não ter firmeza nas minhas ações, duvidar e esperar que o outro decida... mesmo sem ser o que eu gostaria, acabou aceitando pra não desagradar. Isso moldou minha vida. Até hoje eu deixo de me agradar para agradar aos outros. E isso acontece muito mais em família. Eu não sei dizer não e isso me faz muito mal. 

terça-feira, 21 de abril de 2026

Manias

A gente ao longo da vida cria umas manias que muitas vezes nem entendemos o porquê. De repente acontece e a gente nem percebe quando começou. De repente você começa a fazer alguma coisa que aparentemente nem tem muito sentido de ser. Você só faz e percebe se repetindo. Por exemplo: eu comecei a tomar suplementos ao meio-dia e meio. E por um tempo, eu agendei no relógio para não esquecer de tomar no horário. Como passar do tempo de eu me condicionei tomou o remédio nesse horário, sem dar muita atenção ao alarme

sábado, 28 de março de 2026

H. Pylori de novo

H. pylori outra vez. Protelei um ano pra recomeçar o tratamento, que é chato, pesado, com tanto antibiótico que causa muito mal estar. Diferente da primeira vez, que fiz por 14 dias, dessa vez a gastro pediu que eu fizesse por 7 dias. Nao que eu quisesse fazer uso de tanto de antibiótico, ainda que necessário. Mas é que na primeira vez eu fiz por 14 dias a ingestão dos antibióticos. Nova endoscopia depois e o resultado de que a bactéria não havia sido erradicada. E tive que repetir tudo novamente. Terceira endoscopia. A bactéria não apareceu. Que alívio. Por pouco tempo. Passado um ano, nova endoscopia e novamente o diagnóstico de h pylori. Fiquei desolada e disse pro médico que eu não queria fazer esse tratamento de novo. Protelei por um ano. E agora não deu mais para fugir. 
Ao longo desse tempo senti alguns desconfortos estomacais. Mas, como não tenho regra pra comer e sou gulosa e andei enfiando o pé na jaca, não estranhava tanto. Até que chegou a hora e eu não pude mais fugir. Comecei o tratamento. Eu espero do fundo do coração que após a nova endoscopia, depois de toda essa medicação, faça o efeito esperado de erradicação dessa bactéria. Espero ter mais sorte dessa vez pra não ter que repetir toda essa bomba de antibióticos. 

sexta-feira, 27 de março de 2026

Meu pai, saudade

Hoje, voltando do meu treino pela manhã, já perto de casa, passando em frente ao bar onde meu pai ficava, eu vi uns senhores sentados lá, e tinha um de costas com camiseta branca, tipo que ele usava, e lembrei do meu pai, nesse mesmo quadro, quando ele ficava lá tomando sua cervejinha e jogando conversa fora, vendo a vizinhança sair e chegar, ficando a par das novidades locais nas tais conversas de bar, coisas boas, ruins, curiosas. E pensei: há 16 anos ele estava lá, assim. Pra logo depois, nunca mais. Meu pai teve um AVC e nunca mais quis ir pra rua. Foram quase 12 anos vivendo com as sequelas do AVC, e há 4 anos que ele se foi.
Que saudades eu senti! Visualizei minhas lembranças, algumas delas, desse momento de nostalgia. 

quinta-feira, 26 de março de 2026

Medo do nosso futuro

Fico bem triste quando Celso está inquieto, de cara fechada, claramente com pensamentos intrusivos, perturbado com seus problemas. Percebo sua irritação com os problemas de trabalho, de saúde, com a genética trazendo as doenças e mazelas de seu pai, a falta de dinheiro, a desolação com seus problemas de relacionamento com seu único filho, tão amado e tão distante, cada vez mais difícil... E acho que isso é o que mais o consome. E eu não posso fazer nada. Me sinto de mãos atadas. 
Quando está no auge da irritação fala tantas bobagens, profere tantos impropérios, se irrita (mais ainda) com os motoqueiros imprudentes nas ruas, com os engarrafamentos, com os vizinhos sem noção, com o aumento das taxas, do combustível. Tudo culpa o governo atual, e até com razão. É mesmo difícil defender. Mas eu fico muito mal com tanta energia ruim. E só ouço. Me calo. Não tenho o que dizer. Nem quero falar nada porque me faz mal. Preferia não ver e sentir tanta revolta, mas não o culpo. Sinto só uma grande tristeza por tudo isso. E medo do futuro. Do nosso futuro. 

domingo, 22 de março de 2026

É, meu velho

O tempo hoje passa de forma a ter outros significados pra mim. Nesse exato momento, Celso está sentado e debruçado na mesa do almoço, cochilando. Não adianta dizer pra ir se deitar na cama pro cochilo ser mais relaxante, ele não vai. Estamos mais velhos e cansados. Ele e eu estamos sentindo o peso da idade chegando. De certa forma diferente, mas cada um com o seu peso. Olho pra ele tão entregue nesse sono, frágil, cansado. Sinto um misto de angústia e carinho, de amor. Meu coração aperta. É, meu velho, estamos envelhecendo. Agora, o nosso tempo vai se encurtar cada vez mais. Olho pra nossos corpos enrugados, flácidos e cansados. Nossas dores aumentando cada dia um pouco mais... nas costas, nos ombros, nos joelhos. As doenças, por mais que tentamos nos cuidar, sendo oportunistas e esperando nosso organismo falhar... É, meu amor, hoje somos eu e você. Chegamos até aqui. Sinto que temos que ficar cada vez mais juntinhos, nos cuidando, no aconchego dos nossos abraços, do nosso afeto e carinho um pelo outro. Que bom ter você comigo. 

quarta-feira, 11 de março de 2026

Reposição

Comecei finalmente no dia 7 o tratamento de reposição hormonal que a ginecologista me passou. Já são cinco dias usando e ainda não deu para sentir um efeito significativo. 
Passei a consumir todo tipo de informação sobre esse assunto e li que, em torno de duas semanas a um mês algumas mulheres relataram sentir alguma diferença pra melhor. Mas  casa um é cada um. E continuo na ansiedade pra me sentir uma mulher nova e com energia. Sem calorões e taquicardia, sensações que tomaram conta de mim nos últimos meses, anos. Torcendo pra tudo dar certo. 

sexta-feira, 6 de março de 2026

Expectativa nas alturas

Amanhã. É amanhã que vou iniciar a reposição hormonal. Finalmente. Estou tão ansiosa que chego a sentir medo, um medo de que alguma coisa não funcione como eu espero. Eu tô muito ansiosa, querendo logo sentir os efeitos dessa terapia hormonal. Minha vida ao longo dos últimos anos foram de muito estresse, dores desgastes, insônia, fraqueza, falta de energia, sobrepeso e muito calor, muita transpiração. Eu não vejo a hora de perceber que isso pode ficar no passado. Estou muito ansiosa. 

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Sem energia pra nada

Essa falta de energia e a insônia estão acabando comigo. Meu corpo está cansado demais, meus braços pesam. Caminhar me cansa. Ficar em pé parada, também. O pescoço dói. A mente não funciona direito. 

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Tantas camadas

Tenho tantas coisas pra falar que nem sei o que dizer. São tantas camadas de tudo o que ando vivendo e sentindo. Minha rotina. Meu trabalho, minha casa, meus filhos, meu marido, minhas cachorras, minha saúde, minha vida. Eu sei que há muito tempo reclamo de cansaço físico e mental e depois de muito tempo eu descobri que tudo tinha um nome: menopausa. O início dos sintomas da pré menopausa começaram - hoje eu sei - há uns 10 anos. Obviamente começaram muito brandos e, ao longo do tempo, gradativamente foram aumentando sem que eu desse conta ou soubesse que tinha a ver com ela. E que só aconteceu agora. Ou seja, foram muitos anos de sintomas. E é sabido que isso ocorre, realmente, entorno dessa faixa de tempo. E o pior é que não acaba quando chega a menopausa. Na verdade, se intensificam. Existem mulheres que não sentem tanto como eu senti e estou sentindo. Porém, a maioria sente. Cerca de 80% das mulheres têm sintomas significativos. Não sou uma pessoa ignorante, porém muitas coisas a gente não dá a devida atenção e sofre depois por isso. Hoje, consumindo toda informação possível sobre o assunto, eu percebo como é difícil e complicado para as mulheres viverem isso. Eu tô sentindo em todo meu ser. A reposição hormonal é a solução. Solução que durante muito tempo foi tida com algo que podia causar câncer nas mulheres. Eu lembro dessa informação. Tanto que durante todo o tempo em que eu já estava na fase de pré-menopausa, nenhum ginecologista que eu fui me falou sobre reposição hormonal. E até não sentir nada significativo, pra mim tava tudo bem. Hoje as pesquisas mostram que não é bem assim, muito pelo contrário, que a reposição hormonal ajuda na saúde da mulher. É verdade, porque viver com esses sintomas é morrer aos poucos. Algumas mulheres não podem fazer a reposição hormonal por já terem histórico de cânceres na família, nódulos mamários, mioma, entre outras coisas. Nesse caso, só podem contar com cuidados naturais, que tem bem menos eficácia, só amenizando um pouco os sintomas. Daqui a duas semanas tenho consulta com uma ginecologista e quero muito saber qual vai ser a minha situação de tratamento para esses sintomas tão fortes em mim. Estou confiando que dessa vez algo bom vai acontecer. 
Eu comecei dizendo que tinha muito pra falar e que não sabia exatamente o que dizer. É que são muitas coisas realmente acontecendo ao mesmo tempo em que esses sintomas estão acabando comigo. Mas sinto que tudo se agrava por este "detalhe". 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Carnaval

Carnaval 2026. E eu estou aqui prostrada, incomodada com tanto calor desse clima quente, que junto com meus sintomas de menopausa faz tudo piorar terrivelmente. Tô esgotada disso tudo. Me sinto um zumbi. Cada vez mais aumenta o desespero e vem uma vontade enorme de chorar. Emocionalmente estou derrubada. 
Preciso que alguma coisa aconteça urgentemente, a tal reposição hormonal que eu não sei se eu posso ou não posso, e se realmente faria o efeito que eu necessito. Estou com uma consulta marcada com uma ginecologista que eu vou pagar por fora do meu plano, tudo na esperança de que alguma coisa mude nesse quadro horroroso em que me encontro. 
Esses dias de feriado de carnaval não foi de descanso, foi de mais esgotamento por tudo que eu tô passando e sentindo. Qualquer mínimo movimento que eu faço, eu suo em bicas. Isso tem me consumido. Que fase ruim que eu estou passando. Dizem que quanto mais se reclama, mais piora tudo. Mas eu preciso colocar pra fora porque é a única forma que eu tenho de tentar me esvaziar, pelo menos um pouco, dessa angústia. Não consigo me calar. Minha boca fala, meu corpo fala. Grita. 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Pós menopausa

Tem acontecido coisas comigo e tenho colocado tudo na conta dos sintomas da pós-menopausa. Não sei se é só isso, porém, como eu sempre tive uma boa saúde toda a vida e nos últimos tempos coincidiu justamente, com os climatério, menopausa e pós menopausa, tudo que venho sentindo, muitos incômodos e que agora tem piorado bastante, até com sensação de que vou morrer, tenho colocado na conta da menopausa. A minha experiência tem sido muito dura. Tenho me sentido muito mal por tanto tempo, como nunca me senti antes. Não sei mais o que faço e os médicos que consulto não estão acertando. Tenho uma nova consulta no mês que vem, e dessa vez paga por fora do plano, pra ver se muda alguma coisa. Estou com esperanças e ao mesmo tempo desacreditada de que algo vai funcionar comigo. É uma angústia que o calor me causa, um desespero que toma conta, uma vontade terrível de chorar todz hora, tanta angústia, mal estar, insônia, e até certa confusão mental, minha memória tá um caos.. e falar sobre isso é esquisito, porque parece que eu tô sendo molenga, que eu tô valorizando demais esse mal estar todo, que nem é tanto assim... Max é! Caramba! Eu eu tô sentindo assim,  e é cruel, é ruim demais. É ruim para trabalhar, ruim para dormir, ruim para fazer as coisas de casa, ruim para me divertir, ruim de viver, é muito ruim! Eu não estou aguentando. Me sinto fraca. E ninguém, ao meu redor, próximo de mim, entende. 

sábado, 17 de janeiro de 2026

Janeiro, no Rio de Janeiro

Seguimos com o forte calor, característico desse período de verão, no Rio de Janeiro. Nos termômetros ainda não chegamos a atingir as altas temperaturas que já tivemos, como em outras épocas. Porém, nem parece. O calor está "de matar". Mas, como o verão iniciou há praticamente um mês, ainda temos muito tempo pela frente sem saber como vai ser. E haja resistência!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

O futuro recomeça hoje

Diz a canção: Hoje é um novo dia de um novo tempo que começou. Nesses novos dias, as alegrias serão de todos, é só querer. Todos nossos os sonhos serão verdade, o futuro já começou. Hoje a festa é sua, hoje é festa nossa, é de quem quiser, de quem vier.
E assim, inicia-se um outro novo tempo. Cheio de esperanças, de mudanças, de reorganização da vida. E só depende de nós. Sempre só depende de nós. O tempo não para, mas a esperança sempre se renova. É o combustível que recebemos todo ano, para seguirmos e continuarmos a viver. Um brinde ao novo ano que se inicia! Que seja feliz! Feliz 2026!