sábado, 28 de março de 2026

H. Pylori de novo

H. pylori outra vez. Protelei um ano pra recomeçar o tratamento, que é chato, pesado, com tanto antibiótico que causa muito mal estar. Diferente da primeira vez, que fiz por 14 dias, dessa vez a gastro pediu que eu fizesse por 7 dias. Nao que eu quisesse fazer uso de tanto de antibiótico, ainda que necessário. Mas é que na primeira vez eu fiz por 14 dias a ingestão dos antibióticos. Nova endoscopia depois e o resultado de que a bactéria não havia sido erradicada. E tive que repetir tudo novamente. Terceira endoscopia. A bactéria não apareceu. Que alívio. Por pouco tempo. Passado um ano, nova endoscopia e novamente o diagnóstico de h pylori. Fiquei desolada e disse pro médico que eu não queria fazer esse tratamento de novo. Protelei por um ano. E agora não deu mais para fugir. 
Ao longo desse tempo senti alguns desconfortos estomacais. Mas, como não tenho regra pra comer e sou gulosa e andei enfiando o pé na jaca, não estranhava tanto. Até que chegou a hora e eu não pude mais fugir. Comecei o tratamento. Eu espero do fundo do coração que após a nova endoscopia, depois de toda essa medicação, faça o efeito esperado de erradicação dessa bactéria. Espero ter mais sorte dessa vez pra não ter que repetir toda essa bomba de antibióticos. 

sexta-feira, 27 de março de 2026

Meu pai, saudade

Hoje, voltando do meu treino pela manhã, já perto de casa, passando em frente ao bar onde meu pai ficava, eu vi uns senhores sentados lá, e tinha um de costas com camiseta branca, tipo que ele usava, e lembrei do meu pai, nesse mesmo quadro, quando ele ficava lá tomando sua cervejinha e jogando conversa fora, vendo a vizinhança sair e chegar, ficando a par das novidades locais nas tais conversas de bar, coisas boas, ruins, curiosas. E pensei: há 16 anos ele estava lá, assim. Pra logo depois, nunca mais. Meu pai teve um AVC e nunca mais quis ir pra rua. Foram quase 12 anos vivendo com as sequelas do AVC, e há 4 anos que ele se foi.
Que saudades eu senti! Visualizei minhas lembranças, algumas delas, desse momento de nostalgia. 

quinta-feira, 26 de março de 2026

Medo do nosso futuro

Fico bem triste quando Celso está inquieto, de cara fechada, claramente com pensamentos intrusivos, perturbado com seus problemas. Percebo sua irritação com os problemas de trabalho, de saúde, com a genética trazendo as doenças e mazelas de seu pai, a falta de dinheiro, a desolação com seus problemas de relacionamento com seu único filho, tão amado e tão distante, cada vez mais difícil... E acho que isso é o que mais o consome. E eu não posso fazer nada. Me sinto de mãos atadas. 
Quando está no auge da irritação fala tantas bobagens, profere tantos impropérios, se irrita (mais ainda) com os motoqueiros imprudentes nas ruas, com os engarrafamentos, com os vizinhos sem noção, com o aumento das taxas, do combustível. Tudo culpa o governo atual, e até com razão. É mesmo difícil defender. Mas eu fico muito mal com tanta energia ruim. E só ouço. Me calo. Não tenho o que dizer. Nem quero falar nada porque me faz mal. Preferia não ver e sentir tanta revolta, mas não o culpo. Sinto só uma grande tristeza por tudo isso. E medo do futuro. Do nosso futuro. 

domingo, 22 de março de 2026

É, meu velho

O tempo hoje passa de forma a ter outros significados pra mim. Nesse exato momento, Celso está sentado e debruçado na mesa do almoço, cochilando. Não adianta dizer pra ir se deitar na cama pro cochilo ser mais relaxante, ele não vai. Estamos mais velhos e cansados. Ele e eu estamos sentindo o peso da idade chegando. De certa forma diferente, mas cada um com o seu peso. Olho pra ele tão entregue nesse sono, frágil, cansado. Sinto um misto de angústia e carinho, de amor. Meu coração aperta. É, meu velho, estamos envelhecendo. Agora, o nosso tempo vai se encurtar cada vez mais. Olho pra nossos corpos enrugados, flácidos e cansados. Nossas dores aumentando cada dia um pouco mais... nas costas, nos ombros, nos joelhos. As doenças, por mais que tentamos nos cuidar, sendo oportunistas e esperando nosso organismo falhar... É, meu amor, hoje somos eu e você. Chegamos até aqui. Sinto que temos que ficar cada vez mais juntinhos, nos cuidando, no aconchego dos nossos abraços, do nosso afeto e carinho um pelo outro. Que bom ter você comigo. 

quarta-feira, 11 de março de 2026

Reposição

Comecei finalmente no dia 7 o tratamento de reposição hormonal que a ginecologista me passou. Já são cinco dias usando e ainda não deu para sentir um efeito significativo. 
Passei a consumir todo tipo de informação sobre esse assunto e li que, em torno de duas semanas a um mês algumas mulheres relataram sentir alguma diferença pra melhor. Mas  casa um é cada um. E continuo na ansiedade pra me sentir uma mulher nova e com energia. Sem calorões e taquicardia, sensações que tomaram conta de mim nos últimos meses, anos. Torcendo pra tudo dar certo. 

sexta-feira, 6 de março de 2026

Expectativa nas alturas

Amanhã. É amanhã que vou iniciar a reposição hormonal. Finalmente. Estou tão ansiosa que chego a sentir medo, um medo de que alguma coisa não funcione como eu espero. Eu tô muito ansiosa, querendo logo sentir os efeitos dessa terapia hormonal. Minha vida ao longo dos últimos anos foram de muito estresse, dores desgastes, insônia, fraqueza, falta de energia, sobrepeso e muito calor, muita transpiração. Eu não vejo a hora de perceber que isso pode ficar no passado. Estou muito ansiosa.