sábado, 30 de maio de 2026

Treino

Ontem eu fui treinar. Faço isso três vezes por semana, segundas, quartas e sextas-feiras. Quando eu comecei, estava muito enferrujada porque não fazia exercício ha mais de 20 anos. Com o tempo meu corpo foi se acostumando, mas nem tanto quanto eu esperava. Talvez por conta dos sintomas da menopausa, da baixa dos hormônios que causam um turbilhão na vida da mulher, eu comecei a sentir muita falta de energia, nenhuma disposição pra nada, dores no corpo, comecei a engordar, a aumentar o volume abdominal, aquele terrível acúmulo de gordura na região central do corpo, característica de toda essa bagunça que a menopausa faz no no corpo da mulher. E pra melhorar minha condição, iniciei a reposição hormonal usando géis transdérmicos de testosterona, esse por um tempo, pra melhorar minha falta de energia e força, e de estrogênio pra melhorar os calorões, a libido e proteger meus órgãos vitais. Tomo cápsulas progesterona também, pra saúde do meu sistema nervoso, dos meus ossos, regular meu humor e meu sono, que melhorou muito depois de tantas noites de insônia. É... São muitas camadas de atenção. 

sábado, 9 de maio de 2026

Menopausa

Já falei disso aqui. E é algo que me pega de um jeito muito sentido. Eu passei o ano de 2023 inteiro indo a médicos. Comecei pelo otorrino, porque comecei a ter vertigens, sensação de flutuação ao caminhar, andar trôpego, a coordenação motora falhando, e achei que estava com labirintite. Nada foi diagnosticado. Dali passei por oftalmologista, cardiologista (onde me descobri hipertensa) e até neurologista. E nada. Fui a dermatologistas devido às tantas urticárias que tomavam conta do meu corpo, que parecia pegar fogo de tanta coceira. Eu ficava toda empolada, cheia de "brotoejas". Todos os exames que fazia não davam nada. Hoje estou com 57 anos e, há anos, todo ano, vou ao ginecologista. Nunca, nenhum dos que passei me falou sobre reposição hormonal. Nenhum outro médico, de qualquer especialidade, que fui nos últimos anos, em momento algum me alertou de que meus sintomas poderiam ser devido a perimenopausa. Muita insônia, memória falhando com esquecimentos frequentes, raciocínio lento, falta de energia, ansiedades, emoção a flor da pele, irritação, taquicardia, muitas ondas de calor, suores horríveis... Sem falar nas crises que a falta de libido causou e causa no meu casamento. Entrei na menopausa há pouco mais de um ano, e há dois meses, após minha treinadora me indicar uma ginecologista que me ajudaria com esses problemas, iniciei a reposição hormonal. Ainda estou no processo, esperando tudo melhorar. Isso tudo depois que meus sintomas atingiram um ponto crítico d'eu não suportar mais. Estava enlouquecendo de angústia. E pensar que tanto sofrimento, e por tantos anos, poderiam ter sido evitados, se um médico, um único médico tivesse prestado atenção em mim. Comecei com os sintomas há 10 anos, que foram gradativamente aumentando, sem eu perceber ou entender o que estava acontecendo. Não sei como aguentei tanto tempo e fico imaginando outras mulheres nessa situação, as vezes, sem nem poder se cuidar direito. 

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Arrumar a cama

O ano passado, praticamente inteiro, eu não arrumei a minha cama ao acordar. Eu não tinha nenhuma vontade e pensava: pra quê? Ninguém vai vir aqui e sou eu mesma quem vai deitar novamente. 
Lembro-me quando menina, minha mãe ensinando a cuidar da casa, dizendo que eu tinha que arrumar meu quarto, dobrar as cobertas e arrumar a cama. Muitos anos depois, lembro também de ter ouvido que, não arrumar a cama ao levantar, faz nossa energia estagnar e sabota a prosperidade. 
Crença ou não, o fato é que eu iniciei o ano de 2026 com a determinação de arrumar minha cama todos os dias ao me levantar. E assim fazer enquanto eu tiver condições física pra isso. Tenho feito. Quando sinto preguiça, penso na falta de energia que tenho sentido e ajo rápido para não ser dominada e, mesmo sem querer, acabar me sabotando. 
Acho que isso já é alguma coisa positiva em mim.